Federação pede à Comissão Europeia mais poder para os pescadores açorianos

Federação pede à Comissão Europeia mais poder para os pescadores açorianos

Sobre as Possibilidades de Pesca para 2021, a Federação quer, entre outras medidas, a gestão dos atuns pela Região, quotas separadas para o atum patudo e voador e o aumento de quotas para certas espécies.

A Federação das Pescas dos Açores (FPA) pediu à Comissão Europeia (CE) maior poder para os pescadores açorianos na gestão da sua atividade.

O pedido consta das recomendações relativas à Consulta Pública sobre as Possibilidades de Pesca para 2021 que a FPA enviou há dias à CE, através do Conselho Consultivo para as Regiões Ultraperiféricas.

Na fixação das possibilidades de pesca para o próximo ano, a Federação das Pescas dos Açores defende a gestão dos atuns pela Região; o aumento da quota dos Beryx spp. em 20%; a criação de uma quota específica para a pesca do atum e demersais, separada da atribuida aos estados membros; e o aumento da quota do atum patudo e voador.

“Consideramos que a nossa Região se esforça para ter uma pesca sustentável e socioeconomicamente favorável para o setor, promovendo a manutenção da qualidade do nosso oceano e a melhoria das condições de vida das comunidades piscatórias, a FPA enfatizou a necessidade de os pescadores açorianos terem maior poder na gestão da sua pesca”, frisa a organização numa nota enviada às redações.

No documento, a estrutura que defende os interesses dos pescadores açorianos propôs à CE a alteração da época de capturas para o goraz, imperador e alfonsim – de julho a junho do ano seguinte -, de modo a melhorar o rendimento dos pescadores e a uma melhor gestão das quotas.

A FPA realça que os profissionais da pesca nos Açores têm sido “exemplares na gestão da quota do goraz”, ressalvando, no entanto, que a contabilização do período de utilização desta quota “não favorece” os seus rendimentos.

Propôs igualmente o estabelecimento de uma quota específica, ao nível da frota, para as embarcações com arte de salto e vara.

A Federação defendeu ainda a gestão da frota pela Região no que respeita à arqueação e potência dos motores.

A Federação das Pescas espera que as suas pretensões sejam tidas em conta pela CE e Parlamento Europeu aquando da análise das Possibilidades de Pesca para 2021.

Fonte: Açoriano Oriental.